Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2016

É o fado a vibrar em mim

Serei saudosista ou melancólica por gostar de falar de memórias... de as rever... de as escrever...?! Estarei eu presa ao passado, negligenciando o presente, ao rever o que foi de outros tempos!? Não sei.
Tenho andado a compilar, num espaço só, todos os blogs que tive, e isso tem-me dado prazer... não pela qualidade dos posts, mas porque cada partilha carrega em si um traço de um momento... porque através da sua leitura viajo até a um tempo, a um episódio, a um estado de alma... e recordo-o... yeah, talvez com nostalgia... será que isso quer dizer que o meu presente não é fascinante o suficiente para me cativar, e eu, assim, olho para trás!? Não creio. Mas começo a achar que isso atrapalha-me. Enquanto leio, não escrevo, por exemplo. Enquanto leio algo do passado, não escrevo algo do e no presente. Hoje quebrei essa corrente. Estou aqui a escrever. [Talvez isto tudo seja apenas o fado a vibrar em mim... tão português.]

Divagação embrulhada em muito sono e pouco discernimento. É, apetec…

Eu sou do tempo

Do tempo em que a internet não era coisa tão acessível como hoje, que não era tão rápida e cheia de soluções. Era experimental, às vezes on, outras vezes off. E que, muitas vezes, tínhamos de ir a um cibercafé, porque não tínhamos ligação em casa. Do tempo dos chats num formato impessoal, sem fotografias e audio, apenas troca de palavras. Do tempo em que ainda se era mais anónimo. Do tempo em que se tinha um nickname muito estranho, a ver com nada, e que conversávamos com outros com nicknames às vezes ainda mais estranhos do que os nossos. Do tempo em que não havia "livro de caras" online e que a vida ainda era um pouco mais privada. Do tempo em que para escrever num blog, escrevia-se primeiro no Word, para não se perder os textos, caso o backoffice desse erro ou fosse abaixo. Do tempo em que os blogs eram mais texto do que imagens. Do tempo em que ser blogger era para desocupado... e poucos sabiam o que isso era. Do tempo em que se usava disquetes para armazenar alguns text…

Aventuras e Birras Partilhadas

Há momentos entre a Mariana e o Guilherme que me fazem voar na minha história... até cerca de 36 anos atrás. Eu nasci a filha mais nova. Tive (e tenho) o privilégio de ter um mano mais velho. Claro que sou incapaz de me lembrar dessa fase precoce da minha vida, mas a Mariana e o Guilherme permitem-me imaginar como foi esse tempo, em que fui recebida na minha família, e em especial pelo meu irmão.
Ele tinha oito anos a mais do que eu. Viveu, portanto, um reinado de quase uma década sem dividir atenções. Viveu sozinho, sem a companhia de uma outra criança... para partilhar as aventuras e para criar brigas sem norte. De repente, cá estava aquele pequeno ser que mexia com toda a família. A dinâmica da casa era outra, era nova, era estranha para ele, habituado a outro ritmo... Mas ao mesmo tempo era tão doce poder olhar para aquela bonequinha, tocá-la, vê-la a fazer as suas gracinhas... o primeiro sorriso...
Não sei se os meus pais o deixaram participar dos cuidados comigo. Nem sei se ele…

Sorrir... com os Sonhos e os Planos

Estamos sorridentes. Estamos ansiosos. Estamos a contar os meses. Faltam menos de dois... para esta princesinha conhecer o colo para além do da mãe, do pai e do mano. Para ela poder receber o carinho dos que a amam, mesmo sem que ainda a tenham tocado. Amor não é concreto, é abstracto. Aquilo que nos une, ultrapassa o espaço e o tempo. O tempo que falta, e os quilómetros que nos separam.
[Eu e o Gui andamos com a esperança de no próximo verão passar seis semanas em Portugal. Mesmo que não passe de um sonho, tem-nos feito sorrir. E sorrir faz tão bem à alma!]

O Amor em Forma Líquida

Há uns dez anos atrás tirei uma fotografia à minha sobrinha mais velha a dar biberão ao Guilherme. Há uns dias atrás tirei uma fotografia ao Guilherme a dar biberão à Mariana. Gerações! Para que conste: biberão com leite materno, apesar das dificuldades do momento, como partilhei num dos post anterior.
Expliquei ao médico da Mariana que estava praticamente sem leite nas mamas (técnicos da área da saúde disseram-me que é incorrecto dizer "peito" et voilá sou bem mandada) e ainda lhe disse que tinha de recorrer à fórmula. Ele nem por um minuto foi pelo caminho mais fácil... insistiu que eu precisava de beber mais água (muita água). Aconselhou-me a colocar uma garrafa de água em cada divisão da casa, para me ir abastecendo. Ainda me incentivou a deixar tudo e descansar. Que os familiares cuidassem da casa e do mais velho, para eu repousar! Segundo ele, o stress é prejudicial. Pois, mas a nossa família está a alguns milhares de quilómetros de distância. Portanto, há que fazer o…

Cor e Dor

O cor de rosa invadiu o universo azul cá de casa. Estava habituada ao mundo dos meninos. Há quem diga que não existe diferença entre educar um menino ou educar uma menina. Eu acredito que sim, que existe diferença. Ainda me lembro quando fui comprar o material escolar da primeira classe para o Guilherme e ele reclamou da capa do bloco de papel de desenho. Juro que eu nem dei conta do caso, não fosse ele a reclamar. Na capa estava uma fada... e isso é de menina. Eu, como estava habituada a comprar material para a menina que sou, nem dei conta do pormenor. Resumindo tive que ir comprar um novo bloco desta vez com um motivo mais neutro: um animal.
Bem, mas estava a contar que estava habituada ao meu menino. Não só nas cores que ele vestia, nos detalhes que ele preferia no bloco de papel, mas também ao seu carácter forte, rijo, resistente... e também pacífico, sereno... a Mariana tem-me testado com novas características. É sensível, chorona e reclama sem cessar por aquilo que quer até co…

Novo Recorde

Tenho um novo recorde, mas infelizmente nestas olimpíadas não chego à meta como esperava.
Na semana passada comemorou-se a Semana da Amamentação. E eu estava na luta por ela. Mas às vezes é mesmo assim, há que nos render às evidências.
Já há uma semana que notávamos uma irritação quase permanente da parte da Mariana. Mamava e lutava com a mama. Parava de sugar, chorava e abanava-se como se estivesse chateada. Inicialmente pensei que seria por causa do ar, pois coincidia, que ao colocá-la ao meu ombro, acabava por arrotar, ou libertava um gás. Depois as mamadas começaram a ser mais frequentes, até que passou a ser quase de hora a hora, e este episódio passou a estar presente em quase cada mamada. Ok, peguei numa garrafa de fórmula que tinha para a eventualidade, e dei-lhe. Como é maravilhoso ver um bebé satisfeito!
Entretanto tinha falado com a parteira sobre o meu peito que parecia vazio, da reaccão da Mariana... e ela mandou-me extrair leite pela manhã durante 10 minutos. Falei-lhe …

Next to me, or not

O Guilherme dormiu ao nosso lado até para lá de um ano, se não dois!? Primeiro na alcofinha. Depois na cama de grades. Sobretudo por uma questão de falta de espaço. A Mariana também dorme ao nosso lado. Até quando? Não sei, mas a ideia era até aos seis meses. Era? Sim, porque com o cansaço destas noites, já pondero uma alteração de planos.
Quando estávamos a fazer a preparação para o parto, a parteira aconselhou a que o bebé dormisse no quarto dos pais, devido à morte no berço. Consta que ajuda a que o bebé não entre num sono demasiadamente profundo, o qual poderia abrir portas a esse fantasma da primeira infância: morte súbita. Isto porque como os pais estão no quarto e, durante o sono, vão-se mexendo, e alguns imitem sons, os chamados roncos (não é o caso de nenhum de nós, mas podia ser!), o bebé tem sempre estímulos para manter um nível de sono que lhe permite, por exemplo chorar se sentir a manta sobre ele, o que se não acontecer, poderá levar a uma asfixia.
Eu desconfio que no m…

Mariana na Selva

Há dois dias que mora cá em casa uma catrefada de animais. Temos uma borboleta amarela e uma vermelha que dão luzes. E eles todos juntos fazem músicas animadas. As suas cores avivaram a nossa sala. E estes não largam pêlo pela casa, nem trepam aos móveis, nem rasgam o sofá... são muito obedientes: on e off. A Mariana ainda não sabe se gosta, ou não. São mais as vezes que desvia o olhar deles, do que os fixa com os seus dois grandes berlindes cinzentos (eu diria que são azuis, mas não há que especular!).
O tapete de actividades estimula os sentidos dos pequenotes... e dos grandotes também, que eu bem fico fascinada com tanta cor, forma, barulhos... Escolhi este tapete da Mattel/Fisher-Price por ser muito completo e versátil. Por exemplo os bonequinhos podem mudar-se de lugar, e tanto podemos colocar pendurados, como agarrados ao próprio tapete, para que os nossos bebés possam treinar o estar de bruços e o estar de barriga para cima. E além disso, podemos tirá-los e pendurá-los no ovo,…

Ao pé da Porta

Nestas quase oito semanas pouco tenho saído de casa. Algumas vezes para ir ao médico e poucas para conviver com os amigos. Porquê? Uma das razões acho que dá para notar nesta foto, se tomarem atenção aos meus olhos: inchados de sono. Ou seja, cansaço. E que se note que esta foto foi tirada ao final do dia. Um dia em que decidi que era o início das nossas saídas do ninho para momentos de lazer diário. Como uma amiga diz, ela já está rija, por isso, digo eu, também já está boazinha para ir para a rua com a mãe. Esta era outra das razões porque não tenho saído de casa com frequência, tinha receio por ela ser tão pequenina. Talvez possa ainda existir também uns restos daquela preguiça que vos falei... daquela quando o Gui era bebé e a montanha afinal era uma borbulha!
Para sairmos da nossa zona de conforto, a técnica passo a passo é das melhores. Ser lançada aos lobos, ou empurrada em água fria, pelo menos para mim, traz-me revolta, e não uma experiência pacífica e gratificante. Por isso…